Edificando o Corpo de Cristo

A. J. Gordon - Autores e Preletores - Celebrando Deus
A. J. Gordon

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Adoniram Judson Gordon (1836-1895), ou simplesmente A. J. Gordon, foi um dos mais influentes ministros de sua geração.

nasceu na minúscula cidade de New Hampton, Estado de New Hampshire (EUA), em 19 de abril de 1836. Seus pais eram cristãos muito piedosos e deram-lhe esse nome em homenagem ao missionário homônimo que naqueles dias gastava a vida para o Senhor na Birmânia.

Aproximadamente aos 15 anos de idade, A. J. Gordon converteu-se e foi batizado. Aos vinte anos, entrou na Brown University como estudante de filologia clássica. Ali conheceu sua futura esposa, Maria Hale. Em 1860 entrou na Newton Theological Institution com o objetivo de preparar-se para o ministério. Sua matéria preferida era exegese do Novo Testamento.

Embora fosse aluno de notas apenas medianas, dedicava-se intensamente à leitura. Tinha grande apreciação pelo livro Synopsis of the Bible, de J. N. Darby, e pelas exposições bíblicas de Kelly, Newton, Tregelles, Soltau, Pridham e Jukes. Mais tarde, manteve fraternal comunhão com os Irmãos e afirmava ter sido grandemente beneficiado espiritualmente pelo relacionamento com eles.

Aprendeu a ler os clássicos evangélicos; deliciava-se com autores puritanos como William Gurnall, Stephen Charnock, John Owen, Thomas Manton e outros. Os bons livros exerceram profunda influência sobre os seus pensamentos, e isso resultou numa vida piedosa e num destemido e frutífero ministério, fiel à Palavra de Deus.

O Dr. A. J. Gordon era amigo chegado de D. L. Moody e de F. B. Meyer, que escreveu o prefácio de seu clássico O Ministério do Espírito. Foi também contemporâneo de C. H. Spurgeon, em cujo tabernáculo pregou, em Londres.

Ele escreveu vários livros e em 1878 começou a publicar a revista mensal The Watchword (algo como O Lema), cujo objetivo era a edificação dos cristãos. Segundo as suas palavras, “financeiramente ela não se paga, mas vale a pena” (...).

Ele também esforçava-se no trabalho de levar pessoas a Cristo, especialmente os dependentes do álcool. Além deles, havia os pobres, as viúvas e os enfermos. Para reintegrar à sociedade os que se convertiam e eram libertos da bebida, criou o Industrial Home, espécie de cooperativa que fornecia trabalho para os novos convertidos. Padeceu grandes provações para manter essa instituição, mas o Senhor o socorreu, provendo sustento nas mais críticas horas. (...).

Ele viajou por vários países, pregou, escreveu e trabalhou com paixão para espalhar o evangelho de Jesus Cristo em âmbito mundial. Uma vida extremamente atarefada era a expressão do seu amor a Deus. Assim como se costumava dizer de John Tauler, podia-se dizer também de A. J. Gordon: “Ele vive o que prega”.

Muito cuidadoso com as finanças, aprendeu a depender de Deus em oração (...) espelhando-se no exemplo de fé de George Müller, de Hudson Taylor.

A. J. Gordon viveu numa época em que surgiam e floresciam doutrinas enganosas, enredando não pouca gente. Corajosamente combateu a Ciência Cristã fundada por Mary Baker Eddy (1821-1910) e o transcendentalismo propagado por Ralph Waldo Emerson. A. J. Gordon repudiava o ensino de que este mundo está se tornando cada vez melhor e que é preciso descobrir o bem que existe no interior de cada ser humano, conforme apregoava esse novo agnosticismo.

O Dr. Gordon exerceu o pastorado na igreja de Clarendon Street por mais de um quarto de século. Seu ministério perdurou até a sua morte, provocada por gripe e bronquite, na manhã de 2 de fevereiro de 1895.

A última palavra que se ouviu dos seus lábios foi "vitória!".

fonte: Editora dos Clássicos

 
 

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